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quarta-feira, 28 de junho de 2017

Operação do MPCE e Polícia Civil prendem oito vereadores de Itarema no Ceará

Parlamentares são suspeitos de contratar funcionários fantasmas e pratica de crimes de estelionato, falsidade ideológica, falsidade de documento particular e peculato.
Oito vereadores do município de Itarema, no interior do Ceará, foram presos preventivamente nesta terça-quarta (28) durante uma operação do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), a partir da Promotoria de Justiça de Itarema e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO). Segundo o órgão, os vereadores são suspeitos de estelionato, falsidade ideológica, falsidade de documento particular e peculato.
Com o apoio de equipes da Polícia Civil e da Coordenadoria de Operações da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, 32 de condução coercitiva e nove de prisão preventiva. Além dos oito vereadores, também foi decretada a prisão da diretora de Recursos Humanos da Câmara dos Vereadores de Itarema.
Além das prisões, foi decretado pela Justiça de Itarema o afastamento dos vereadores, da diretora e de outros servidores da Casa Legislativa Municipal.
Os advogados dos acusados não quiseram falar sobre o assunto.
Investigações - A investigação teve início após denúncias de uma senhora que se sentiu prejudicada por não conseguir receber benefício previdenciário em razão de um suposto vínculo com a Câmara, até então desconhecido pela vítima. O MPCE iniciou as investigações sobre a contratação de servidores fantasma pela Câmara Municipal. A vítima descobriu que seu nome estava na folha de pagamento da Câmara Municipal, ela alega que nunca trabalhou na repartição.
Como resultado das investigações iniciais, a Justiça já havia decretado busca e apreensão de documentos, como livros de pontos, que comprovaram que várias pessoas haviam sido contratadas pela Câmara. Segundo o MPCE, os servidores recebiam salários sem comparecer ao prédio do legislativo municipal.
Funcionários contratados também eram obrigados a repassar parte de seus salários aos vereadores investigados. Servidores parentes de parlamentares prestavam serviços sem nenhum vínculo formal com a Câmara e recebiam os vencimentos em espécie e diretamente dos representantes legislativos na própria Câmara dos Vereadores.

Operação Fantasma - A "Operação Fantasma" foi deflagrada por promotores de Justiça de Itarema e do GAECO, além de membros do MPCE de Cruz e de Morrinhos. Os agentes do Ministério Público Estadual ouvirão os suspeitos conduzidos coercitivamente durante todo o dia. A estimativa do órgão é que as denúncias contra os investigados sejam apresentadas à Justiça nos próximos dias, após análise do material apreendido.

Esta é a segunda fase da "Operação Fantasma". A primeira ocorreu em abril deste ano. Na primeira fase, foi cumprido um mandado de busca e apreensão com o objetivo de investigar o suposto esquema de “servidores fantasmas” na gestão da Câmara Municipal. De acordo com o MP o esquema já funcionava há mais de dez anos e envolve pessoas de outras cidades da região.

(Com Informações do G1 CE)

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